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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Como fazer a introdução alimentar?

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses. Sabemos que em muitos casos isso não é possível. 
A introdução de alimentos começa a partir dos 6 meses (em alguns casos também pode começar antes). Eu tive que começar a introdução alimentar do meu filho com 5 meses e meio, pois ele estava com refluxo e não estava acompanhando a curva. Fiquei muito insegura no início da introdução alimentar e conversei com colegas e amigas para pegar dicas e trocar experiências. 
Decidi por fazer a introdução alimentar participativa, apresentava os alimentos para o Lucca, deixava ele pegar, cheirar, se labusar e fazer aquela bagunça.  Tudo isso é muito importante, pois a introdução alimentar é um processo de aprendizado para você e principalmente para o seu filho/filha. Não espere que seu filho saia comendo, isso não acontece e jamais force ele a comer. A alimentação deve ser uma fonte de prazer. O meu filho só queria mamar, o primeiro mês ele não comeu quase nada. Tenha paciência, cada dia vai eles vão comendo mais. 

CONSISTÊNCIA 
Desde o início ofereci alimentos amassados, no início bem amassado e depois com alguns pedaços. Isso facilita muito o aprendizado da mastigação. Depois de um tempo, percebi que ele comia melhor as papinhas e acabei me rendendo a elas, mas somente alguns alimentos como mandioca, batata, feijão, abóbora, arroz. 

QUAIS OS PRIMEIROS ALIMENTOS?
Comecei por alimentos hipoalergênicos e mais fácil digestão. O primeiro alimento que eu ofereci foi o abacate, pois é um alimento super calórico, cheio de nutrientes e o paladar é neutro. 
Decidi fazer a introdução alimentar de forma mais lenta, é importante oferecer o novo alimento e esperar 3 dias sem oferecer um novo alimento para ver se o bebê vai ter alguma reação. 

6 AOS 7 MESES (2 refeições)
Cenoura, batata doce, pêra (ele ama), maçã, moranga/abóbora, abacate/avocado, banana, mandioquinha (batata baroa), mandioca.
A pêra e a mação podem ser cozidas e amassadas. 
Comece com duas refeições por dia:
07:00 - Leite Materno 
10:00 - 1 fruta 
13:00 - Leite Materno 
16:00 - Leite Materno 
19:00 - 1 legume
22:00 - Leite Materno 

7 AOS 8 MESES (3 refeições)
Incluir: frango, batata, arroz (bem cozido e amassado, integral e branco), beterraba, espinafre, ervilha, lentilha, mandioca, aveia (fazer um mingau com água, não é necessário adicionar nada doce, eles adoram o sabor natural da aveia), abobrinha.
06:00 - Leite Materno 
09:00 - 1 fruta 
13:00 - Frango, batata doce, ervilha 
16:00 - Leite Materno 
19:00 - Frango, espinafre, lentilha
22:00 - Leite Materno 

8 AOS 9 MESES (3 refeições)
Incluir: feijão, ovo (começar com a gema), quinoa (super nutritivo), todas as frutas. 

9 AOS 10 MESES (3 a 4 refeições)
Incluir: carne vermelha. 

IMPORTANTE
Muitas vezes necessitamos de algum auxílio para a criança se concentrar na comida, não recomendo brinquedos, celular e televisão. Ofereça algum item da cozinha como uma colher, uma tampa, potinhos. 

A partir do primeiro ano de vida a criança pode começar a comer a mesma alimentação da família (saudável, ok?). A criança não necessita de açúcar, guloseimas, biscoitos, bolachas e jamais use estes alimentos como forma de premiação. Isso é completamente errado.  A vontade de comer besteiras é nossa e não deles. 

Conforme a alimentação for avançando, você vai se sentir mais segura e o seu filho também. Identifique o momento (de 8 a 9 meses) em que ele começar a fazer a pinça com os dedos e coloque pedaços pequenos de alimentos (bem cozidos e macios) para que ele mesmo possa pegar e levar até a boca (cenoura, abóbora, moranga, banana, pera, batata). É importante que, após 9 meses, ele tenha, pelo menos, um alimento na refeição para mastigar. 

Não dê alimentos com sementes e outros que podem gerar engasgos (como os grãos inteiros). Grão de uva inteiro e amendoim são proibidos. O amendoim pode ir para o pulmão e a uva pode causar choque. 

A introdução alimentar do Lucca foi mais demorada, você como mãe é a melhor pessoa para sentir e ver a evolução do seu filho e identificar o momento certo de incluir mais alimentos e diferentes consistências. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Fast foods aumentam o risco de asma, rinoconjuntivite e eczema em crianças e adolescentes?



Um estudo avaliou o impacto de alguns alimentos na asma, rinoconjuntivite e eczema. Os resultados deste estudo mostraram que o consumo de frutas (maior ou igual a 3x na semana) tem um efeito protetor contra estas doenças. 

Este estudo também concluiu que crianças e adolescentes que consomem fast food 3x ou mais na semana tem um risco aumentado de asma grave, eczema grave e rinoconjuntivite grave.  

Estas dados são importantes, pois eles comprovam a influência da alimentação nas doenças e alergias.  Estas doenças tem um impacto muito negativo na qualidade de vida e na convivência com a sociedade da criança/adolescente, por isso é muito importante o cuidado com a alimentação desde a concepção dos filhos. Dar exemplo e passar os bons hábitos para as próximas gerações é fundamental para a saúde.  

Consulta: ELLWOOD,P.; ASHER, M.I.; GARCíA-MARCOS, L. et al. Do fast foods cause asthma, rhinoconjunctivitis and eczema? Global findings from the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) Phase Three. Thorax; 2013. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Obesidade Infantil

1 em cada 3 crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso no Brasil e esta incidência é maior nos meninos do que nas meninas. Nos jovens (grupo de 10 a 19 anos) a  incidência é de 21,5%, podendo chegar a 27% na região sudeste. O excesso de peso é mais comum em regiões urbanas e industrializadas, pois as crianças destas regiões tem vida mais sedentária, muitas horas na frente do computador ou da televisão e mais acesso aos alimentos fast food e industrializados.

O processo de sobrepeso e obesidade inicia muito antes da criança nascer. Os pais exercem uma influência muito forte neste processo. A alimentação dos pais,  pais obesos, amamentação, a introdução de alimentos, como foi o nascimento desta criança, algum tipo de infecção durante a gestação, a má alimentação na gestação ou falta de alimentos, falta de atividade física, hábitos alimentares da família e muitas horas na frente da TV podem influenciar a obesidade infantil. Crianças amamentadas de forma exclusiva até os 6 meses de idade têm menos chance de serem obesas. Os cuidados relacionados com a saúde devem começar com os pais, para eles terem uma criança saudável, eles precisam ser saudáveis também. 

A alimentação da criança deve ser igual a alimentação da família respeitando a fase em que a criança se encontra. Os alimentos como feijão, arroz, frutas, legumes, carnes devem ser os mesmos e as quantidades devem ser diferentes,  por que as necessidades de energia, proteína, carboidrato, gordura, vitaminas e minerais são diferentes entre estes grupos. A alimentação da criança deve ser de 3 em 3 horas como a do adulto.

Se a criança estiver em uma família com histórico de obesidade, maus hábitos alimentares e sedentarismo, ela com certeza irá adquirir estes maus hábitos e se tornará obesa como os pais. A oferta e o tipo de alimento servido nas escolas também influencia os hábitos da criança. 

Além da alimentação, a prática de atividade física também é fundamental para a prevenção e para o tratamento da obesidade.  A criança pode escolher a atividade que ela mais se identifique e tenha interesse em fazer. As mais interessantes são as com maior gasto de energia como natação, futebol, basquete, tênis, dança, corrida, artes marciais.  

O tratamento da obesidade infantil deve ser feito por uma equipe multidisciplinar: pediatra, nutricionista, endocrinologista, psicóloga. Este acompanhamento multidisciplinar é importante, pois ele aborda a criança de todas as formas e tem mais chances de ter sucesso. A educação alimentar e o tratamento devem contemplar a família da criança. 

Dicas Importantes: 
  • A criança deverá aumentar as atividades físicas, diminuir o consumo de alimentos industrializados, doces, frituras, refrigerantes e aumentar o consumo de frutas, verduras, e alimentos integrais.  
  • Além disso, se for uma família obesa, com maus hábitos, é necessário tratar toda a família, não somente a criança.
  • A escola tem um papel fundamental em oferecer alimentos mais saudáveis nas cantinas e também fazer atividades de educação e conscientização nutricional. 
A PREVENÇÃO DA OBESIDADE É O MELHOR CAMINHO. CUIDE DA SUA ALIMENTAÇÃO. PROCURE UMA NUTRICIONISTA.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Tãmara - In love com essa fruta!

Utilizo frequentemente essa fruta em minha alimentação. Extremamente versátil, se "encaixa" perfeitamente em diversas preparações.
Conheça seu valor nutricional e principais benefícios à saúde:
- Fonte de fibras solúveis e insolúveis, auxilia no funcionamento e saúde intestinal.
- Rica em potássio, magnésio, cálcio, vitamina A, B e C.
- Ação efetiva no sistema imunológico, o que reduz o risco de viroses e infecções em geral.
- Possui triptofano em sua composição, o que favorece a indução do sono e sensação de bem estar.
- Por ser um alimento energético é uma ótima opção para compor lanches pré-treino.
- COMO USAR: substituindo o açúcar em preparações como bolo, pães, mousses, sucos e outros. No lanche da tarde com mix de castanhas ou no iogurte, por exemplo.
- Anota aí uma receita de shake pré-treino deliciosa:
⤏ Ingredientes: 250 ml de leite amêndoas (ou outro leite vegetal de sua preferência) + 1 colher de sopa de semente de chia + 4 colheres de sopa de abacate maduro + 1 colher de sopa de tâmaras sem caroço + 1 colher de sobremesa de cacau em pó.
⤏ Modo de preparo: é só bater todos
os ingredientes no liquidificador.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Papinhas para o seu Bebê

A orientação do Ministério da Saúde é que as papinhas sejam introduzidas após o aleitamento materno exclusivo por seis meses.

As papinhas devem começar com frutas e legumes que são mais leves e mais fáceis de digerir, depois carne, frango, ovos e grãos (feijão, ervilha, lentilha) e por último peixes. Não esqueça da água.

O mais importante é nunca desistir, o bebê está conhecendo e se adaptando aos novos alimentos, mesmo que ele faça mil caretas, tente no mínimo oferecer 20 vezes o mesmo alimento até ele se adaptar.

A mudança na digestão também é um desafio para as mamães e para o bebê, enquanto o leite materno é super fácil de digerir, pois vem com enzimas, probióticos e nutrientes bem quebradinhos, as papinhas aumentam a dificuldade de digestão e podem causar alguns desconfortos, como gases, diarreia e prisão de ventre. É importante fazer o acompanhamento e as adaptações necessárias até regular e deixar o coco bonitinho. 

O bebê não precisa de açúcar, adoçantes, caldos prontos, temperos e sal. Se estes aditivos já fazem mal para  os adultos, imaginas para os nossos pequenos.

O chá de camomila ajuda a dormir melhor e o chá de erva-doce pode ser utilizado se o bebê apresentar gases.

Para preparar as papinhas, você pode cozinhar tudo junto, mas é importante amassar ou bater separado para que a criança consiga sentir o gosto de cada alimento. Eu sei que muitas vezes é difícil fazer esta separação, na correria vai tudo junto mesmo, mas tente fazer, pelo menos, umas três a quatro vezes na semana.

Selecionei 2 papinhas para as mamães, a primeira é a papinha laxativa para os bebês que sofrem de prisão de ventre e a segunda é uma papinha salgada para o almoço e jantar.

Papinha Laxativa
Ingredientes: 3 ameixas secas, 1 pedaço pequeno de mamão, 50ml de água.
Modo de preparo:  deixar as ameixas de molho na água da noite para o dia. Bater tudo no liquidificador  e oferecer como a primeira refeição do dia para fazer a limpeza intestinal.

Papinha Salgada
Ingredientes: ½ litro de água filtrada, 2 batatas sem casca cortadas em cubos, 100g de peito de frango, ½ cenoura, 1 xícara (200ml) de abóbora picada, 1 punhado de espinafre.
Modo de preparo: Coloque todos os ingredientes para cozinhar em uma panela. Coloque o espinafre 10 minutos antes de desligar o fogo.
Com esta receita faça 3 purês, cenoura e abóbora, batata e frango ( frango pode ser bem picadinho, não precisa ser papa), espinafre.

Lembrando as mamães que não se deve utilizar panela de alumínio e nem de ferro, pois contamina o alimento. A melhor panela é de inox ou cerâmica.